Um engenheiro local sabe que construir sobre os sedimentos quaternários da bacia do Amazonas exige um olhar diferente. Macapá, assentada na margem norte do delta, lida com espessos pacotes de argilas moles e areais finas saturadas que reagem de forma particular às vibrações. O microzoneamento sísmico é a ferramenta que traduz essa resposta, mapeando como cada trecho da cidade amplifica ondas sísmicas e identificando setores suscetíveis à liquefação. A norma brasileira NBR 15421 estabelece os critérios para estes mapas, e nosso laboratório executa campanhas integrando MASW e sondagens SPT para calibrar os perfis de Vs30 com estratigrafia direta, gerando espectros de projeto consistentes com a realidade geotécnica do Amapá.
A amplificação sísmica nos solos moles de Macapá pode triplicar a aceleração espectral em relação ao bedrock, um fenômeno crítico para edifícios altos sobre estacas.
